Monday, 2 March 2009

Palacio de Buckingham





O Palácio de Buckingham é a residência oficial da monarquia britânica em Londres, Inglaterra. Somado ao facto de ser a residência onde a rainha Isabel II mora, o Palácio de Buckingham é o local de entretenimento real, base de todas as visitas oficiais de chefes de estado ao Reino Unido, e uma grande atracção turística. Tem sido um ponto de religação para o povo britânico em momentos de grande alegria e de crise. No entanto, não é admirado por todos, pois foi votado como o quarto prédio mais feio de Londres em Março de 2005.

O palácio, originalmente conhecido como Casa de Buckingham (o edifício que forma o coração do actual palácio) foi uma grande casa citadina construída pelo Duque de Buckingham, em 1703, e adquirida pelo rei Jorge III, em 1762, como uma residência privada, conhecida como "A Casa da Rainha" ("The Queen's House"). Foi reformada e aumentada ao longo de 75 anos, principalmente pelos arquitectos John Nash e Edward Blore, formando três alas em volta de um pátio central. O Palácio de Buckingham tornou-se a residência oficial da monarquia com a ascensão da Rainha Vitória em 1837. As reformas mais significativas foram feitas na Era Vitoriana, com a adicção de uma grande ala em direcção a Leste e com a remoção de antigas entradas. A fachada Leste foi refeita em 1913 junto ao Memorial de Vitória, criando a actual fachada pública do palácio, incluindo o famoso balcão.
O desenho de interiores original, do início do século XIX, muito do qual ainda sobrevive, inclui o uso predominante de mármores de imitação brilhantemente coloridos e lápis azul e cor-de-rosa, segundo a recomendação de Sir Charles Long. O rei Eduardo VII dirigiu uma grande redecoração no estilo Belle Époque, com um esquema de cores creme e azul. Várias pequenas salas de recepção são mobiliadas no estilo chinoiserie, com mobiliários e equipamentos trazidos do Royal Pavilion em Brighton e da Carlton House, depois da morte do rei Jorge IV. Os jardins públicos do palácio são os maiores jardins privados de Londres, projectados originalmente por Capability Brown, mas redesenhado por William Townsend Ailton do Kew Gardens e por John Nash. O grande lago artificial foi finalizado em 1828 e é abastecido pelas águas do lago Serpentine do Hyde Park.
As Salas de Estado formam o núcleo do palácio em funções e são usadas correntemente pela rainha Isabel II e membros da família real para entretenimento oficial e de estado. O Palácio de Buckingham é um dos mais conhecidos edifícios do mundo e é visitado por mais de 50.000 pessoas anualmente, como convidados de banquetes, almoços, jantares, recepções e festas de jardim reais.

O Palácio de Buckingham. Fachada este do palácio, a fachada principal, desenhada por Edward Blore em 1850 e redesenhada por Aston Webb em 1913.
História
Buckingham House, cerca de 1710, como foi desenhado por William Winde para o 1º Duque de Buckingham e Normanby. Esta fachada está envolvida, actualmente, na Grande Entrada do interior do lado Oeste do quadrângulo e tem a Sala de Estar Verde por cima.
O lugar
Na Idade Média, o local onde se encontra actualmente o Palácio de Buckingham formava parte da herdade de Ebury (também chamada de Eia). As terras pantanosas eram alagadas pelo rio Tyburn, o qual ainda corre por baixo do pátio e da ala Sul do palácio. No local onde o rio era transponível, no Cow Ford ("Vau da Vaca"), cresceu uma aldeia, Eye Cross. A posse do local mudou de mãos muitas vezes; entre os proprietários contam-se Eduardo, o Confessor e a sua esposa, a rainha Edite de Wessex, no final da época dos saxões, e, depois da conquista normanda, Guilherme I, o Conquistador. Guilherme deu o local a Geoffrey de Mandeville, que o legou aos monges da Abadia de Westminster.
Em 1531, Henrique VIII adquiriu o Hospital de St. James (mais tarde Palácio de St. James) ao Eton College, e em 1536 recebeu a herdade de Ebury da Abadia de Westminster. Estas transferências trouxeram o local onde se ergueria o Palácio de Buckingham de volta para as mãos reais, pela primeira vez desde que Guilherme I, o Conquistador o dera, quase 500 anos antes.
Vários proprietários arrendaram os terrenos ao rei, tendo a propriedade real sido objecto de uma frenética especulação durante o século XVII. Nessa época, a velha aldeia de Eye Cross tinha entrado em decadência havia muito tempo, e a área tinha essencialmente terras incultas. Necessitando de dinheiro, Jaime I vendeu parte das propriedades da Coroa, mas reteve uma parte do local, no qual estabeleceu um jardim de amoreiras com quatro acres, para a produção de seda, o qual ficava no local onde se ergue actualmente o canto Noroeste do palácio. Clement Walker, na Anarchia Anglicana (1649), refere-se às "recém-erguidas sodomas do Jardim das Amoreiras de Saint James"; este sugere que o jardim poderá ter sido um local de depravação. Mais tarde, no final do século XVII, a propriedade passou, por herança, do proprietário magnata Sir Hugh Audley para a herdeira Mary Davies.
Primeiros edifícios no local
Buckingham House cerca de 1711-1714, num desenho do Vitruvius Britannicus, de Colen Campbell
Possivelmente, a primeira casa erguida neste local foi a de um tal Sir William Blake, cerca de 1624. O proprietário seguinte foi Lord George Goring, 1º Conde de Norwich, que a partir de 1633 aumentou a casa de Blake e desenvolveu muito do actual jardim, então conhecido como "Grande Jardim Goring". De qualquer forma, Lord Goring não conseguiu obter propriedade permanente no jardim das amoreiras. Sem o conhecimento de Goring, em 1640, o documento "falhou na passagem do grande selo antes de Carlos I fugir de Londres, o qual era imprescindível para a execução legal". Foi esta omissão crítica que ajudou a Família Real britânica a recuperar a propriedade eterna, no reinado de Jorge III.
O imprevidente Goring negligenciou o pagamento das suas rendas; Henry Bennet, 1º Conde de Arlington obteve, então, a posse da mansão, agora conhecida como Goring House. Era Bennet quem ocupava o edifício em 1674, quando este foi consumido pelas chamas. No ano seguinte foi erguida no local a Arlington House — a ala Sul do actual palácio — e a sua propriedade eterna foi comprada em 1702.
O edifício que forma o coração arquitectónico do actual palácio foi construído por John Sheffield, 1º Duque de Buckingham e Normanby, em 1703, segundo o desenho de William Winde. O estilo escolhido foi o de um grande bloco central com três pisos, flanqueado por duas alas de serviço mais pequenas.
A Buckingham House foi vendida mais pelo descendente de Buckingham, Sir Charles Sheffield, em 1762 ao Rei Jorge III, por 21.000 libras estrelinas. Tal como o seu avô Jorge II, Jorge III recusou vender os interesses no jardim das amoreiras, e por esse motivo Sheffield foi incapaz de comprar a totalidade da propriedade permanente do local. A casa foi pensada inicialmente como um retiro privado para a Família Real, e em particular para a rainha Charlotte, pelo que era conhecida como a Casa da Rainha. O Palácio de St. James permaneceu a residência oficial e cerimonial da realeza; na realidade, a tradição continua até ao presente, com os embaixadores estrangeiros a serem formalmente acreditados na "Corte de St. James", apesar de ser no Palácio de Buckingham que apresentam as suas credenciais e equipa à rainha, depois da sua nomeação.
Era Vitoriana
Rainha Vitória, a primeira monarca a residir no Palácio de Buckingham, mudou-se para o palácio completamente renovado após a sua subida ao trono, em 1837.
O Palácio de Buckingham tornou-se, finalmente, na principal residência Real, em 1837, aquando da subida ao trono da rainha Vitória. Enquanto os Apartamentos de Estado eram um tumulto de dourados e cor, as funções necessárias no novo palácio, eram algo menos luxuosas. Em primeiro lugar, foi relatado que as chaminés fumegavam tanto que teve que se prescindir dos fogos, e consequentemente a Corte tiritava numa magnificência gelada. A ventilação era tão má que o interior fedia, e quando foi tomada a decisão de instalar lâmpadas de gás, houve uma séria preocupação com a acumulação de gás nos pisos mais baixos. Também foi dito que a criadagem era relaxada e preguiçosa, e que o palácio era imundo. Depois do casamento da rainha, em 1840, o seu marido, o Príncipe Alberto, encarregou-se, ele próprio, com a reorganização das oficinas domésticas e da criadagem, além das falhas no desenho do edifício. Os problemas foram rectificados e os construtores deixaram, finalmente o palácio em 1850.




Trabalho elaborado por: Mariana Martins
Ano: 6º Turma: B

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